Sábado, Novembro 21, 2009
cem e mil e uma palavras
Amamos o amor porque nos personifica.
Mas de todas as personagens apenas
uma é real.
Há mil e uma mais,
só para ela.
Para ela não morrer no limite.
Mas a
realidade expande-nos
ou
Amamos uma só vez na vida se amarmos a verdade,
ainda que para tanto tenhamos que nos personificar,
numa eterna lapidação.
Na verdade o amor só tem uma porta
para o infinito.
Mesmo que desfeita em cem mil e um pontos de vista,
Mas de todas as personagens apenas
uma é real.
Há mil e uma mais,
só para ela.
Para ela não morrer no limite.
Mas a
realidade expande-nos
ou
Amamos uma só vez na vida se amarmos a verdade,
ainda que para tanto tenhamos que nos personificar,
numa eterna lapidação.
Na verdade o amor só tem uma porta
para o infinito.
Mesmo que desfeita em cem mil e um pontos de vista,
um dia abre-se.
e
é,
Na realidade de amar, o sítio,
o sítio onde o amor mora connosco.
E o tempo verbal
é e será grego ,
encontro único,
e
é,
Na realidade de amar, o sítio,
o sítio onde o amor mora connosco.
E o tempo verbal
é e será grego ,
encontro único,
trauma em transe .
ou
ou
eu, eufemismo duma verdade incólume,
entre as palavras e os sobredotados;
continuum destino e sobredestino,
de como Deus sabe que o silêncio
fotos de Ana F. Cravo
série 9, "casca de céu", in tosse, respira, dorme .
RIO/SEDE, Portalegre 2008.
Terça-feira, Novembro 17, 2009
Domingo, Novembro 08, 2009
Ao fim de dez meses tenho
Olhos.
Antes tinha umas covas
Cuidadas,
Apenas,
Como sítios doutrem.
Receava que alguém,
Nelas se afundasse,
De como isso seria injusto,
Para qualquer um.
E Só isso já era muito,
Muito Bom,
Até, para mim.
tudo ao mesmo tempo...No Hyde Park (pode ser o Hyde Park de Évora) e aos gritos latinos.., com o José a criar o discurso...ele sabe, né-Zé.Manel?!
Sábado, Novembro 07, 2009
Sou uma idiota.
verónica b.:
- isso mesmo.
és uma idiota...
- Mas não sou arrogante, pois não?
verónica b.:
- isso mesmo...mesmos isso, mesmo?
mas não és uma arrogante, pois não?
- Os animais gostam do meu suor e tudo!
veronica b.:
- os animais gostam do teu suor e...tudo o quê?
- Nada, estava só a pensar que os pássaros sempre me avisam!
veronica b.: - de que vai haver haver idiotia que chegue para tudo?
- Não![...] um pássaro levanta-se da esquerda, no meio da auto-estrada, mal tenho tempo para reparar que é uma águia dourada. Mas ela faz-se notar mais: levanta-se do separador central, num vôo cansado para a direita e contra o vento, depois recua (ou é o vento que a empurra) e, antes que caia e esbarre comigo, torna à esquerda do caminho, depois de torcer de uma quase queda a pique a meio metro dos meus olhos. Para trás de mim segue o seu vôo. Mas já não a vejo mais: avancei mais de um metro e mil um cêntimetros do seu curso. Mas era uma águia...uma águia real, e não havia mais ninguém entre nós duas.
(veronica, primeiro sussura e cresce a cantar:)
- tu és uma Idiota real, uma idiota real, uma idiota.............
- calem-se!
veronicab.:-Calai-vosdissomesmo, mesmoe,umAiDIOTAARROGANTE,TAMBÉMnãoserá?,,,,,,,,também...tamnbémmmmmmtambém não vimos mais: sim, um pássaro levantou-se da esquerda no meio da auto-estrada, e, mal tivémos tempo para reparar que era uma águia dourada. mas ela fez-se notar mais: levantou-se do separador central, num vôo cansado e desconcertado para a direita (ou contra o vento), e, depois recuou (ou terá sido o vento que a empurrou ?) e, antes que caíra e esbarrara connosco, tornaria à esquerda do caminho, depois de torcida, no que teria sido uma quase queda a pique a meio metro dos nossos olhos. para trás de nós seguiria o seu vôo. mas já não a veríamos mais: avançámos mais de um metro e mil um cêntimetros do seu curso. mas era uma águia...uma águia real e, não havia mais ninguém entre nós; não haveria mais alguém connosco, mil e uma vezes mais e como sempre.
Quarta-feira, Novembro 04, 2009
«Cor: azul
Estação: Agosto»
[...]
«Chamada pelo gorgeio dos pássaros, Inês saíu de casa e foi-se até ao tanque, no fundo do jardim, junto à minúscula piscina de faiança - sem esperar mais, fala aos peixes que ali vivem: "Não posso escolher-vos a todos. Vou-te escolher a ti, peixinho azul-claro como um golfinho." Debruça-se para dentro da pequena piscina, de olhos quase imersos: "Inventei-te, golfinho, poque não posso ficar em mim; agora pertences-me, baptizo-te com as minhas gotas de um poema. Quando os meus dedos te fazem no mistério do baptismo, os pássaros sonoros transmudam-se".
Ergue a cabeça, toda molhada, os olhos inchados de água, e inclina-se para a sua cor lembrada em alfabetos imóveis, tudo apenas em nome: árvore, cobra redonda, canto das aves...»
Joëlle Ghazarian, excerto final do cap. «Vozes num corredor de vírgulas», in cântico do crime, Quasi 2007.
Domingo, Novembro 01, 2009
Sábado, Outubro 31, 2009
Um discípulo tem mestres e
vive já na alma da gente.
Em torno do quase nada entorna-se
o amor.
O meu amor não se detém em ti,
não te atravessa, não se diluí, não
se acanha nem se interroga.
É.
Tenho para dar o que de mais belo
se comove na poética disciplinaridade.
Abraços universais são só compaixões
e fraternos poemas de amor inteli-gente.
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